Um espigão no dedo
Houve uma tarde que fui ao mercado comprar pão, mas ao sair de casa ouvi uns barulhos estranhos vindos do outro lado da rua, sentia…, não sem bem o que sentia, estava assustada… Em vez de ir chamar alguém, aproximei-me e vi que era a Lurdes, do andar de cima a ser roubada. Eu queria salvá-la mas tinha medo que o assaltante tivesse uma faca ou que estivesse armado, então fugi. Enquanto corria só sentia vergonha por ser uma pessoa insegura, as minhas pernas tremiam, caí. Quando abri os olhos, de pé, à minha frente estava a Lurdes, cheia de sangue a ajudar-me, aí percebi, não interessa como somos, donde vimos, uma alma carinhosa irá sempre ajudar-nos. A partir desse dia, eu tentei animar as famílias que estivessem a passar por momentos maus e crianças adoecidas, mesmo aqueles que pensam que o dinheiro é tudo na vida, também têm um lado bom, o escondido…

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